Centro Convívio

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Sede da Liga de Melhoramentos

Torre sineira inclusa no edifício da Liga

Vista do Centro Social - lado poente

Liga, vista frontal

Vista do Centro Social - frontal

Foi esta uma obra pensada no seguimento da derrocada da velha igreja matriz. De início, a aquisição do terreno tinha em vista o aproveitamento do espaço para logradouro público, ajardinado. Mas como nesta zona geográfica começaram a surgir centros sociais de convívio, recreio e cultura, que o Estado ajudava a instalar através dos Gabinetes Regionais de Apoio, os dirigentes da Liga, uma vez que possuía o terreno adequado, avançam para a edificação do Centro  Social, dotado de salão polivalente e de convívio com palco, bar e sanitários, e ainda de um Centro de Dia para a terceira idade, integrada no edifício.

Elaborado o projecto, graciosamente, na Divisão de Equipamentos Colectivos e Caminhos Agrícolas, as obras iniciaram-se e são seguidas com a colaboração directa de técnicos da Direcção Regional de Agricultura da Beira Litoral. No início de 1984, o edifício estava quase pronto e gastos cerca de 1.200 contos provenientes do Estado, de Entidades Diversas e da própria Liga. Entretanto surgem dificuldades de ordem financeira. O pavimento fica por colocar, a área destinada a Centro de Dia por concluir, bem como os necessários acessos ao edifício. Um novo esforço era pois exigido à Liga para terminar a sua Casa-Sede. Redobrando de ânimo, consegue-se a pavimentação, lança-se a iniciativa "Beneméritos 1991/3, com a qual e com apenas cinco aderentes, se obtêm 450 contos, muito pouco para o muito que se precisava. Embora lentamente, as obras de conclusão vão sendo realizadas: primeiro, os condignos acessos, depois, o embelezamento do espaço junto à torre sineira e, finalmente, a parte anexa inicialmente destinada a centro de dia, mas ulteriormente aprovada em assembleia geral para museu regional, cuja implementação está em curso.

O Centro Social/Museu merece uma atenção contínua no que concerne à sua correcta preservação e embelezamento, quer interna quer externamente, não só pelo elevado volume de construção mas também pela sua especial estrutura interna de sustentação do telhado, em vigas de madeira.

Julgamos inteiramente devida uma palavra de muito apreço e louvor a todos os que tornaram possível a realização desta obra, nomeadamente aos componentes da actual equipa directiva, a maior parte deles ocupando os seus cargos desde há anos e portanto protagonistas deste esforço continuado de finalização e manutenção do Centro Social/Museu. Entretanto, uma referência especial deve ser feita ao dedicado, esforçado e saudoso associado Armando Nunes dos Reis, longos anos presidente da direcção da Liga, homem de muitas e frutuosas iniciativas e principal interventor na edificação do Centro. O avaro destino não lhe consentiu, porém, ver concluída a obra pela qual tanto se empenhou. Pelo muito que fez, e em homenagem, aqui fica expressa a nossa gratidão.

Museu. É uma zona integrante do Centro Social com uma área de 50 metros quadrados. A utilização deste espaço para museu regional veio proporcionar à comunidade local e visitantes uma imagem de como viveram os nossos antepassados, na sua relação com os trabalhos de casa e do campo, através dos utensílios de uso doméstico e do trabalho agrícola. Tentar-se-á, de igual modo, uma mostra de vestuário antigo, bem como exposição de peças e objectos relacionados com a prática religiosa.

A visita a um museu é comandada por dois impulsos essenciais: curiosidade e satisfação cultural, o que quer dizer que não basta ver, mas reflectir sobre a relação dos objectos expostos com a própria vida da época de que fizeram parte. Olha-se para o tear, fitas e mantas... e logo a imaginação associa o frio das noites de Inverno e a necessidade de o combater; cai a vista sobre a panela de ferro, uma frigideira, uma corrente suspensa do caniço, uma gadanha, uma malga... e logo a memória reúne a família inteira em volta da mesa, comendo o "pão nosso de cada dia", à custa de muito esforço conseguido. Um museu regional como o nosso, que ao longo dos tempos irá sendo enriquecido, será como uma memória do passado materializada no presente através dos objectos nele expostos. Compete-nos a todos nós a tarefa desse enriquecimento, perpetuando-se assim, nesta corrente sem fim que é a vida, a memória dos que nos procederam e também, no futuro, a de nós próprios.

 

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Textos: de José Teodoro Martins com a Edição da Liga de Melhoramentos da Freguesia de Cabril - 50.º Aniversário  e de Armando Reis com a obra Subsídios para a História do Regionalismo Serrano, Cabril (Pampilhosa da Serra) e a sua Liga de Melhoramentos - e ainda, comunicados, notícias e outros assuntos importantes para divulgar através deste sítio através da Liga de Melhoramentos da Freguesia de Cabril.
A manutenção desta página está a cargo de Carlos Alberto Teodoro da Purificação Cruz.
Última actualização: 15-Abr-2018